| AUTOR: Isabela Pacheco

Novas diretrizes do mercado para combate à corrupção

Novas diretrizes do mercado para combate à corrupção

Hoje comemora-se o Dia Internacional de Combate à Corrupção. No Brasil, a data é muito lembrada após os escândalos envolvendo a operação Lava-Jato e a entrada em vigor da Lei Anticorrupção (Lei n° 12.846/2013), que modificou a relação entre empresas privadas e Administração Pública e transformou a atividade empresarial.

Mas após quase 10 anos de vigência da lei, a sua empresa está adequada? Mecanismos de governança, normas internas, ouvidoria, auditoria... Existem diversas maneiras de mitigar os riscos e evitar condutas irregulares na operação de uma empresa.

Um bom programa de Compliance garante o aculturamento dos colaboradores e o engajamento da alta direção, criando um ambiente propício para negócios. As normas de conduta conseguem estabelecer padrões internos capazes de garantir a integridade da empresa diante dos stakeholders.

Inclusive, nos últimos anos grandes empresas tem adotado a chamada agenda “ESG - ”Environmental, Social and Governance” (Ambiental, Social e Governança), como uma forma inovadora de tratar de questões que antigamente eram consideradas irrelevantes no ambiente empresarial.

Escritórios sustentáveis, economia de energia, gestão correta de resíduos e redução do uso de papel são apenas alguns dos exemplos que podem colaborar com a adoção de novas estratégias de negócios.

A diversidade das equipes, o respeito aos direitos humanos, a implantação de programas de privacidade e proteção de dados pessoais e a participação em projetos de responsabilidade social, apenas acrescentam na reputação de uma empresa.

Os programas de integridade combinados com mecanismos voltados ao ESG passaram a ser fundamentais para instituições que querem alavancar as operações, garantir investimentos e participar de processos licitatórios. Isso porque, as empresas devem sempre estar atualizadas com as exigências do mercado, que passa a ser cada vez mais competitivo.